Suplementos que auxiliam no controle do apetite e da vontade por doces: o que a ciência mostr

A vontade de comer doce costuma aparecer nos momentos mais desafiadores: no meio da tarde, após o jantar ou durante períodos de maior estresse. Para quem mantém rotina de treinos, busca definição muscular ou está em fase de cutting, esses episódios podem gerar frustrações e até comprometer a consistência dos resultados, é nesse contexto que cresce o interesse por um suplemento que tira a vontade de comer doce, mas será que isso realmente existe?

Antes de acreditar em promessas rápidas, é importante entender o que está por trás desse desejo, como oscilações de glicose no sangue, restrições alimentares muito agressivas, ansiedade e até falta de sono são fatores que podem aumentar a busca por açúcar. Alguns nutrientes e compostos vêm sendo estudados justamente por atuarem nesses mecanismos, ajudando no controle do apetite e na regulação metabólica.

Por que sentimos tanta vontade de comer doce?

A vontade por doces não é apenas “falta de força de vontade”, ela envolve mecanismos metabólicos, hormonais e até emocionais.

Oscilações glicêmicas e o ciclo da fome

Quando consumimos alimentos ricos em açúcar ou carboidratos refinados, ocorre um pico de glicose no sangue, em resposta, o corpo libera insulina para transportar essa glicose para dentro das células.

O problema surge quando há uma queda rápida de energia logo depois, essa redução pode gerar sensação de cansaço, irritabilidade e mais fome, especialmente por alimentos doces, esse ciclo de pico e queda cria um padrão repetitivo de aumento do desejo por açúcar, principalmente ao longo do dia.

Dietas com alto índice glicêmico têm sido associadas a maior ingestão energética subsequente e menor saciedade quando comparadas a dietas de baixo índice glicêmico (Ludwig, 2002; Ludwig & Ebbeling, 2018).

Neurotransmissores e compulsão alimentar

O consumo de açúcar ativa o sistema mesolímbico dopaminérgico, envolvido no circuito de recompensa cerebral. Estudos experimentais sugerem que ingestão intermitente e elevada de açúcar pode modular vias neuroquímicas semelhantes às ativadas por substâncias altamente palatáveis (Avena, Rada & Hoebel, 2008).

Além disso, carboidratos influenciam a disponibilidade de triptofano no sistema nervoso central, afetando a síntese de serotonina — neurotransmissor associado à regulação do humor (Wurtman & Wurtman, 1989).

Em contextos de estresse ou ansiedade, a busca por alimentos doces pode funcionar como estratégia de regulação emocional.

Fatores hormonais e rotina de treinos

Quem está em déficit calórico muito agressivo pode apresentar aumento do apetite e maior desejo por alimentos densos em energia, o corpo interpreta restrição extrema como ameaça, provocando alterações hormonais adaptativas, incluindo: Aumento da grelina (hormônio da fome) e Redução da leptina (hormônio da saciedade). Essas adaptações podem persistir mesmo após perda de peso significativa (Sumithran et al., 2011).

A privação de sono também está associada a aumento da fome e maior preferência por carboidratos simples, mediada por alterações em grelina e leptina (Spiegel et al., 2004). Além disso, níveis elevados de cortisol — relacionados ao estresse crônico — estão associados a maior consumo de alimentos palatáveis.

Existe realmente um suplemento que tira a vontade de comer doce?

A ideia de um suplemento que “desliga” completamente o desejo por doce é atrativa, mas simplista. A literatura científica aponta que alguns nutrientes podem auxiliar no controle glicêmico, saciedade e equilíbrio hormonal, fatores que influenciam o desejo por açúcar. Porém, os efeitos tendem a ser moderados e dependem do contexto alimentar.

Diferença entre reduzir compulsão e bloquear desejo

Reduzir a compulsão significa melhorar os mecanismos que levam ao excesso — como picos glicêmicos e ansiedade. Já “bloquear” totalmente o desejo é uma promessa irreal.

Expectativa vs. evidência científica

Nenhum suplemento substitui hábitos consistentes. O que a ciência mostra é que alguns compostos podem atuar como suporte estratégico, não como solução isolada.

Principais suplementos estudados para controle da vontade por doces

Picolinato de cromo

O cromo participa do metabolismo de carboidratos e pode contribuir para melhorar a sensibilidade à insulina, favorecendo maior estabilidade glicêmica. (Anderson, 1998)

Alguns ensaios clínicos sugerem possível redução no desejo por carboidratos em indivíduos com compulsão alimentar ou sintomas depressivos atípicos (Docherty et al., 2005). No entanto, os efeitos não são universais e variam conforme o perfil metabólico. A suplementação pode ser interessante para pessoas com oscilações frequentes de energia ou consumo elevado de açúcar associado a picos glicêmicos.

Uma opção disponível no site da Way é o Chromium Picolinat 200 caps da Black Skull, que fornece cromo em dosagem prática para auxiliar no suporte metabólico e no controle glicêmico dentro de uma rotina estruturada.

Fibras solúveis

Fibras solúveis desaceleram a absorção da glicose no intestino, reduzindo picos glicêmicos e promovendo maior controle glicêmico e estabilidade energética. (Slavin, 2013).

Além disso, sua fermentação pela microbiota intestinal produz ácidos graxos de cadeia curta, que podem estimular hormônios intestinais como GLP-1 e PYY, envolvidos no controle da saciedade. Efeitos descritos na literatura:

  • Aumento da saciedade
  • Redução da ingestão energética subsequente
  • Melhor controle glicêmico

Ao formar um gel no trato gastrointestinal, aumentam a sensação de plenitude, reduzindo a vontade por lanches doces. Também contribuem para o equilíbrio da microbiota, fator cada vez mais associado ao controle do apetite.

Uma excelente alternativa é o Fiberlift 260g da Essential Nutrition, disponível no site da Way Suplementos. Ele combina fibras de qualidade que auxiliam no controle glicêmico e na saciedade, sendo um suporte estratégico para quem busca reduzir a vontade por doces de forma inteligente.

Proteína (Whey Protein)

A ingestão proteica estimula hormônios anorexígenos como GLP-1, PYY e colecistocinina, além de reduzir grelina (Leidy et al., 2015). Dietas com maior teor proteico demonstram:

  • Maior saciedade
  • Melhor controle da ingestão calórica
  • Preservação de massa magra durante déficit energético

Quando combinada a carboidratos, a proteína também contribui para melhor modulação da resposta glicêmica pós-prandial.A proteína é uma das estratégias mais robustas para controle do apetite em contexto de performance e cutting.

Uma opção prática é o Vital Clean – Inspire Nutrition disponível na Way Suplementos. Ele oferece proteína de qualidade com tecnologia Grass Fed, baixo teor de carboidrato para apoiar recuperação muscular, saciedade e consistência alimentar dentro de uma rotina fitness.

Suplementos substituem estratégia alimentar?

Não, eles atuam como complemento!

O papel do equilíbrio nutricional

No pré-treino, proteínas e fibras ajudam a manter energia estável, e no pós-refeição, a combinação desses nutrientes favorece melhor controle glicêmico.

Em alguns casos, associar proteína, fibras e cromo pode reforçar o controle do apetite dentro de um plano estruturado.

Ajuste de macros e controle de picos glicêmicos

Distribuir melhor os macronutrientes ao longo do dia reduz oscilações energéticas.

Sono, estresse e hidratação

Fatores comportamentais influenciam diretamente o desejo por açúcar.

Como usar suplementos de forma estratégica na rotina fitness

Pré-treino e controle de energia

Garantir ingestão adequada de proteína e fibras pode evitar quedas energéticas ao longo do dia.

Pós-refeição e modulação glicêmica

Combinar proteína e fibras com refeições principais ajuda a manter a estabilidade.

Combinação inteligente de suplementos

O uso conjunto de proteína, fibras e, quando indicado, cromo pode potencializar o controle do apetite.

Para quem esses suplementos podem fazer sentido?

Pessoas em déficit calórico

Podem auxiliar na saciedade e facilitar a aderência à dieta.

Quem apresenta compulsão por açúcar

Servem como suporte adicional dentro de um plano estruturado.

Praticantes de musculação em fase de cutting

Ajudam a manter controle alimentar sem comprometer a massa magra.

O que evitar: promessas milagrosas

Promessas absolutas costumam ignorar os fatores metabólicos e emocionais envolvidos.

Uso sem orientação profissional

Avaliar histórico alimentar e rotina é essencial antes de iniciar a suplementação.

Conclusão: controle da vontade por doces é estratégia, não milagre

Não existe suplemento capaz de eliminar completamente a vontade de comer doce.

O que a ciência demonstra é que:

  • Estabilidade glicêmica reduz picos de desejo
  • Proteína e fibras aumentam saciedade
  • Sono adequado regula hormônios do apetite
  • O cromo pode atuar como suporte metabólico em casos específicos

O controle do desejo por açúcar é resultado de estratégia nutricional estruturada, consistência comportamental e modulação metabólica adequada. O suplemento pode ser aliado. Mas a base continua sendo alimentação equilibrada, treino consistente e ajustes individualizados.

Referências Bibliográficas

ANDERSON, R. A. Chromium, glucose intolerance and diabetes. Journal of the American College of Nutrition, 1998.

AVENA, N. M.; RADA, P.; HOEBEL, B. G. Evidence for sugar addiction: behavioral and neurochemical effects of intermittent, excessive sugar intake. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 2008.

DOCHERTY, J. P. et al. A double-blind, placebo-controlled trial of chromium picolinate in atypical depression: effect on carbohydrate craving. Journal of Psychiatric Practice, 2005.

LEIDY, H. J. et al. The role of protein in weight loss and maintenance. American Journal of Clinical Nutrition, 2015.

LUDWIG, D. S. The glycemic index: physiological mechanisms relating to obesity and diabetes. JAMA, 2002.

LUDWIG, D. S.; EBBELING, C. B. The carbohydrate-insulin model of obesity. JAMA Internal Medicine, 2018.

SLAVIN, J. Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 2013.

SPIEGEL, K. et al. Sleep curtailment in healthy young men is associated with decreased leptin levels and increased hunger and appetite. Annals of Internal Medicine, 2004.

SUMITHRAN, P. et al. Long-term persistence of hormonal adaptations to weight loss. New England Journal of Medicine, 2011.

WURTMAN, R. J.; WURTMAN, J. J. Carbohydrates and depression. Scientific American, 1989.

Desequilíbrio intestinal após excessos: como suplementos podem auxiliar na recuperação do organismo

Depois de um período de excessos, com mais açúcar, álcool, alimentos ultraprocessados e menos rotina, é comum sentir inchaço, desconforto abdominal, intestino preso ou até queda de energia. Esses sinais podem indicar um desequilíbrio intestinal, também conhecido como disbiose, condição em que a microbiota perde sua harmonia e passa a impactar digestão, imunidade e até desempenho físico.

Para quem mantém um estilo de vida fitness, esse cenário não afeta apenas o bem-estar digestivo, mas também a absorção de nutrientes, a recuperação muscular e a disposição nos treinos. O intestino tem papel central no metabolismo, e quando ele não funciona bem, todo o organismo sente.

A boa notícia é que a recuperação é possível, com ajustes alimentares, hidratação adequada e sono regulado, mas alguns suplementos também podem atuar como suporte nesse processo. Ao longo deste artigo, você vai entender o que causa o desequilíbrio intestinal após excessos, quais sinais observar e como utilizar suplementação de forma inteligente para auxiliar na restauração do equilíbrio e da performance.

O que é desequilíbrio intestinal?

A microbiota é o conjunto de microrganismos que vivem no intestino que participam de funções essenciais como:Fermentação de fibras alimentares, Produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), Síntese de vitaminas (como K e algumas do complexo B), Modulação do sistema imunológico, Manutenção da integridade da barreira intestinal.

Em condições ideais, existe um equilíbrio entre bactérias benéficas e potencialmente patogênicas. Esse balanço é essencial para boa absorção de nutrientes e manutenção da saúde metabólica. A diversidade microbiana está associada à saúde metabólica e inflamatória (Lynch & Pedersen, 2016). 

Disbiose intestinal: quando o equilíbrio é perdido

O desequilíbrio intestinal ocorre quando há alteração na composição da microbiota, prejudicando funções digestivas, metabólicas e imunológicas. A disbiose acontece quando há redução da diversidade bacteriana, alteração na proporção entre bactérias benéficas e potencialmente patogênicas e comprometimento da função de barreira intestinal. Esse desequilíbrio pode aumentar a permeabilidade intestinal, favorecendo inflamação sistêmica de baixo grau (Tilg & Moschen, 2014). Isso impacta diretamente a digestão, a absorção de nutrientes e pode gerar sintomas como inchaço, irregularidade intestinal e queda de energia.

Por que os excessos podem causar desequilíbrio intestinal?

Períodos de exagero alimentar criam um ambiente favorável para alterações na microbiota. Dietas ricas em açúcares simples e gorduras estão associadas à redução da diversidade microbiana e aumento de microrganismos pró-inflamatórios (David et al., 2014). Além disso, dietas ocidentais pobres em fibras reduzem a produção de ácidos graxos de cadeia curta, especialmente butirato, fundamental para saúde da mucosa intestinal.

Consumo elevado de álcool

O álcool pode irritar a mucosa intestinal, aumentar a permeabilidade intestinal, alterar composição da microbiota e favorecer endotoxemia metabólia. Estudos demonstram que o consumo excessivo está associado à disfunção da barreira intestinal e aumento de inflamação sistêmica (Bishehsari et al., 2017).

Baixa ingestão de fibras

Fibras alimentares são substrato para bactérias benéficas. Sua fermentação produz AGCC, como butirato, que: Nutrem colonócitos, reduzem inflamação, mantêm integridade da barreira intestinal. Dietas pobres em fibras estão associadas à redução da diversidade bacteriana (Makki et al., 2018).

Estresse e sono desregulado

O eixo intestino-cérebro conecta sistema nervoso central e microbiota. Estresse crônico e privação de sono alteram a composição microbiana e aumentam inflamação (Karl et al., 2018). Altos níveis de cortisol também influenciam motilidade intestinal e permeabilidade.

Principais sinais de desequilíbrio intestinal

O corpo costuma dar sinais quando algo não está funcionando bem.

  • Inchaço e excesso de gases;
  • Constipação ou diarreia;
  • Sensação de peso abdominal;
  • Queda de energia e dificuldade de foco;
  • Alterações no bem-estar, humor e na imunidade.

Esses sintomas podem aparecer isoladamente ou combinados, principalmente após períodos de exagero alimentar.

Desequilíbrio intestinal e performance física

Para quem treina, o intestino tem papel central no desempenho.

Absorção de nutrientes e integridade da mucosa intestinal

A mucosa intestinal é responsável pela digestão final e absorção eficiente de nutrientes essenciais ao desempenho físico e à recuperação muscular. A integridade da barreira intestinal depende de:

  • Junções firmes (tight junctions) entre as células epiteliais
  • Produção adequada de muco
  • Equilíbrio da microbiota intestinal
    Boa perfusão sanguínea intestinal

Quando ocorre disbiose, pode haver aumento da permeabilidade intestinal (“leaky gut”), permitindo a passagem de endotoxinas bacterianas, como o lipopolissacarídeo (LPS), para a circulação sistêmica. Isso ativa respostas inflamatórias que podem prejudicar processos anabólicos importantes.

Impactos diretos na performance:

  • Aminoácidos: absorção inadequada compromete síntese proteica muscular e recuperação pós-treino.
  • Vitaminas do complexo B: essenciais para metabolismo energético celular.
  • Vitamina D e K: relacionadas à função muscular e saúde óssea.
  • Minerais (magnésio, zinco, ferro): fundamentais para contração muscular, transporte de oxigênio e imunidade.
  • Ácidos graxos de cadeia curta (SCFAs): produzidos pela fermentação de fibras por bactérias benéficas, modulam inflamação e fornecem energia para os colonócitos.

Estudos indicam que alterações na microbiota podem reduzir a eficiência absortiva e modificar a biodisponibilidade de nutrientes, impactando diretamente a recuperação e adaptação ao treinamento (Rowland et al., 2018; Clarke et al., 2014).

Inflamação sistêmica de baixo grau e recuperação muscular

A disbiose intestinal está associada a um estado inflamatório sistêmico crônico de baixo grau. O aumento da permeabilidade intestinal facilita a translocação de endotoxinas (como LPS), ativando vias inflamatórias mediadas por citocinas como TNF-α, IL-6 e IL-1β.

Tilg & Moschen (2014) demonstraram que alterações na microbiota estão diretamente relacionadas à inflamação metabólica. Para praticantes de atividade física, isso pode resultar em:

  • Recuperação muscular mais lenta
  • Maior percepção de fadiga
  • Redução na síntese proteica
  • Maior risco de overreaching funcional

Além disso, o músculo esquelético é altamente sensível ao ambiente inflamatório. Um estado pró-inflamatório pode interferir na sinalização da via mTOR, essencial para hipertrofia muscular.

A microbiota saudável, por outro lado, contribui para produção de metabólitos anti-inflamatórios, como os ácidos graxos de cadeia curta (especialmente butirato), que modulam o sistema imunológico e reduzem inflamação sistêmica.

Energia, metabolismo e sensibilidade à insulina

A microbiota intestinal desempenha papel central na regulação do metabolismo energético. Ela participa de:

  • Extração de energia dos alimentos
  • Modulação da sensibilidade à insulina
  • Regulação do armazenamento de gordura
  • Produção de metabólitos que influenciam hormônios da saciedade (GLP-1, PYY)

Segundo Lynch & Pedersen (2016), maior diversidade bacteriana está associada a melhor perfil metabólico, menor inflamação e maior eficiência no uso de substratos energéticos.

Relações com performance física:

  • Melhor controle glicêmico favorece disponibilidade energética estável durante treinos.
  • Maior sensibilidade à insulina melhora captação de glicose pelo músculo.
  • Microbiota equilibrada contribui para menor fadiga metabólica.
    Produção adequada de SCFAs auxilia na regulação mitocondrial e eficiência energética celular.

Estudos com atletas demonstram que indivíduos fisicamente ativos tendem a apresentar maior diversidade microbiana quando comparados a sedentários (Clarke et al., 2014), sugerindo uma relação bidirecional entre exercício e saúde intestinal.

Eixo intestino-músculo: nova perspectiva científica

Pesquisas recentes propõem o conceito de “gut–muscle axis” (eixo intestino-músculo), indicando que a microbiota pode influenciar:

  • Massa muscular
  • Função mitocondrial
  • Capacidade oxidativa
  • Adaptação ao treinamento

Metabólitos bacterianos podem atuar como sinalizadores moleculares que modulam vias inflamatórias, anabólicas e metabólicas. Dessa forma, o equilíbrio intestinal não impacta apenas digestão, mas também a qualidade da adaptação ao exercício.

Estratégias básicas para recuperar o equilíbrio intestinal

Antes de pensar em suplementação, é importante ajustar a base do seu corpo, isso também irá auxiliar no bom funcionamento do suplemento.

Reorganização alimentar: Aumentar a ingestão de fibras naturais (frutas, vegetais, grãos integrais) e reduzir açúcar e álcool ajuda a restabelecer o ambiente intestinal.

Hidratação adequada : A água auxilia no funcionamento intestinal e na regulação do trânsito.

Regularidade no sono: Dormir bem reduz estresse metabólico e favorece o equilíbrio do eixo intestino-cérebro.

Como os suplementos podem auxiliar na recuperação do organismo

Quando usados estrategicamente, podem acelerar o processo de equilíbrio.

Probióticos

Reposição de bactérias benéficas

Os probióticos fornecem cepas específicas de microrganismos que ajudam a restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal, especialmente após consumo elevado de açúcar, álcool ou períodos de estresse.

No site da Way Suplementos é possível encontrar diversas opções de probióticos, como o Maltodextrin, um suplemento formulado a base de maltodextrina juntamente com alguns outros elementos, e é possível encontrar em diferentes sabores.

Melhora da saúde intestinal

Além da reposição bacteriana, os probióticos podem auxiliar na redução de gases, melhora do trânsito intestinal e fortalecimento da barreira intestinal.

Prebióticos e fibras solúveis

Nutrição da microbiota

Prebióticos e fibras solúveis funcionam como “alimento” para as bactérias benéficas, favorecendo seu crescimento e diversidade. Diferente dos probióticos, eles não adicionam bactérias, mas fortalecem as já existentes.

Uma ótima opção, disponível no site da Way, é o True Prebiotic Fiber da True Source, esse é o produto ideal para auxiliar no funcionamento intestinal diário. 

Regulação do trânsito intestinal

As fibras também ajudam a regular o trânsito intestinal, contribuindo tanto para casos de constipação quanto para leve irregularidade após excessos alimentares.

Enzimas digestivas

Auxílio na digestão pós-excessos

Enzimas digestivas podem ajudar na quebra adequada de proteínas, gorduras e carboidratos, reduzindo o desconforto após refeições mais pesadas. Elas não alteram diretamente a microbiota, mas auxiliam na digestão enquanto o intestino se reorganiza. O Enzyfor – Vitafor é um suplemento de enzimas digestivas para auxiliar na digestão.

Suplementação e estilo de vida fitness

Recuperação após períodos de exagero alimentar

Após excessos, o objetivo não deve ser “compensar” com restrições extremas, mas restaurar o equilíbrio intestinal de forma gradual, por isso a  suplementação pode atuar como suporte enquanto a alimentação e a rotina voltam ao padrão saudável.

Apoio à composição corporal

Um intestino equilibrado melhora a absorção de proteínas, vitaminas e minerais essenciais para hipertrofia e definição muscular. Sem boa absorção, mesmo uma dieta bem planejada pode não gerar os resultados esperados.

Intestino saudável e metabolismo eficiente

A microbiota influencia processos metabólicos e inflamatórios, quando está equilibrada, há melhor resposta energética, menor desconforto abdominal e mais disposição para treinar com intensidade.

Quando procurar orientação profissional?

Sintomas persistentes

Se inchaço, dor abdominal, constipação ou diarréia persistirem por semanas, é fundamental investigar. Nem todo desequilíbrio é apenas reflexo de excessos alimentares.

Histórico de doenças intestinais

Pessoas com síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal ou intolerâncias devem ter acompanhamento antes de iniciar qualquer suplementação.

Uso frequente de medicamentos

Antibióticos, anti-inflamatórios e outros fármacos podem alterar a microbiota, então, nesses casos, a estratégia precisa ser individualizada.

O que evitar após um período de excessos

Dietas extremamente restritivas

Cortar drasticamente calorias ou grupos alimentares, pois isso pode gerar mais estresse metabólico e piorar o funcionamento intestinal.

Uso indiscriminado de laxantes

Laxantes não resolvem a causa do problema e podem comprometer ainda mais o equilíbrio intestinal quando usados sem orientação.

Expectativa de “reset imediato”

Não existe solução instantânea, a recuperação intestinal acontece com consistência, não com medidas radicais.

Conclusão: equilíbrio intestinal é estratégia, não compensação

Consistência > soluções rápidas

Pequenos ajustes mantidos diariamente geram muito mais resultado do que intervenções agressivas e temporárias.

Suplementos como suporte, não substituição

Probióticos, fibras e outros suplementos ajudam, mas funcionam melhor quando combinados a alimentação equilibrada e hábitos saudáveis.

Recuperação inteligente para manter performance

Cuidar do intestino é investir em melhor absorção de nutrientes, mais energia e constância nos treinos, base para resultados duradouros.

Referências Bibliográficas

BISHEHSARI, F. et al. Alcohol and gut-derived inflammation. Alcohol Research, 2017.

CANI, P. D. et al. Metabolic endotoxemia initiates obesity and insulin resistance. Diabetes, 2007.

CLARKE, S. F. et al. Exercise and associated dietary extremes impact on gut microbial diversity. Gut, 2014.

DAVID, L. A. et al. Diet rapidly and reproducibly alters the human gut microbiome. Nature, 2014.

HILL, C. et al. The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics consensus statement. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 2014.

KARL, J. P. et al. Effects of psychological stress on gut microbiota. Frontiers in Physiology, 2018.

LYNCH, S. V.; PEDERSEN, O. The human intestinal microbiome in health and disease. New England Journal of Medicine, 2016.

MAKKI, K. et al. The impact of dietary fiber on gut microbiota in host health. Cell Host & Microbe, 2018.

ROWLAND, I. et al. Gut microbiota functions: metabolism of nutrients and other food components. European Journal of Nutrition, 2018.

SLAVIN, J. Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 2013.

TILG, H.; MOSCHEN, A. R. Microbiota and diabetes: an evolving relationship. Gut, 2014.